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O relatório da World Animal Foundation revelou que a desflorestação mundial é responsável pela perda de cerca de 140 espécies de plantas, animais e insetos todos os dias.

A rápida desflorestação mundial é um dos grandes problemas da atualidade, principalmente em termos de continuidade de espécies animais e vegetais, mas também humana, já que, ao afectarmos a fauna e a flora, toda a existência na região fica em causa, o que obriga a movimentos migratórios das populações locais, por exemplo.

No entanto, e segundo o relatório da World Animal Foundation, a desflorestação está a causar muito mais danos do que os especialistas esperavam, já que não pensavam que a extinção das espécies de plantas, animais e insetos fosse tão elevada. Ao analisar o relatório da World Animal Foundation, a ABC News destacou algumas espécies que estão em causa devido à desflorestação.

Por exemplo, no Brasil, a população de águia harpia, que vive na Amazónia, está a diminuir com o desaparecimento das copas das árvores da floresta, mas também devido ao desaparecimento das suas presas, como as preguiças de dois dedos, macacos-prego e macacos-lanudos cinza, sem árvore para viverem. Segundo a cadeia norte-americana, não foi localizada nenhum ninho de Águia Harpia em áreas com mais de 70% de desflorestação.

No Sudeste Asiático, a ABC News destacou o orangotango da Sumatra, que vê o seu habitat natural sendo devastado devido à indústria do óleo de palma, por exemplo. Cerca de 80% do habitat do orangotango foi destruído na década de 1990 e início de 2000.

Outra espécie em causa são os coalas, na Austrália. Entre 2012 e 2016, cerca de 5.200 morreram mortos devido à destruição de árvores. Sem o seu habitat natural, os coalas procuram novos abrigos e são atropelados por carros ou atacados por cães, revela a ABC News.

Outra espécie em causa é um dos maiores felinos do hemisfério ocidental, o jaguar, que vive na América do Norte. Segundo o relatório da World Animal Foundation, o jaguar, que necessita de grandes áreas de terra para sobreviver, viu reduzido o seu habitat. O seu alcance atual é agora de apenas 51% da sua faixa histórica.

Estes quatro casos salientados pela ABC News revela o problema da desflorestação, que é um problema  mundial e que coloca em causa várias espécies, inclusive a humana. Hoje, as florestas cobrem apenas 31% da superfície do planeta e, até 2030, as previsões apontam para 10% caso nada seja feito. Os cientistas e especialistas não conseguem imaginar qual o efeito que isso terá sobre o meio ambiente e a vida selvagem. Para termos uma ideia, as florestas tropicais detêm 80% da biodiversidade mundial e 70% das plantas e animais da Terra vivem nas florestas. Com a desflorestação atual, estamos a presenciar o desaparecimento de cerca de 50.000 espécies todos os anos. Ou seja, é necessário e urgente uma mudança de paradigma, como sugere aliás a ANP l WWF (leia aqui).

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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