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O aquecimento global é uma realidade dos dias de hoje e os governos começam a estudar medidas para atenuar o futuro próximo, como acontece nos Emirados Árabes Unidos, com o Governo a promover investigações para produzir chuva artificial…

Em breve, o poder da chuva não será algo exclusivo da Natureza. Pelo menos é o que pretende o Governo dos Emirados Árabes Unidos. Segundo o jornal The Independent, o poder político investe na produção de chuva artificial, concretamente lançando drones que, após atingirem as nuvens, descarregam as necessárias descargas eléctricas. 

As autoridades meteorológicas dos Emirados Árabes Unidos divulgaram inclusive um vídeo no qual demonstram o feito do país, com carros no meio uma intensa tempestade, isso num país onde a precipitação apresenta uma média de apenas dez centímetros de chuva por ano.

Segundo a CNN, os drones voam cerca de 40 minutos e medem na viagem a temperatura, humidade e carga eléctrica de uma nuvem. A partir desses dados, os cientistas conseguem calcular onde devem libertar as descargas eléctricas, provocando deste modo a chuva artificial.

Desde o início do mês, já foram realizados oito operações de produção de chuva artificial, o que provocou inundações em diversas cidades, algo raro de acontecer no país.

Com temperaturas a chegar aos 50 graus Celsius, a escassez de água e o aumento da população, o Governo dos Emirados Árabes Unidos tem investido forte nos últimos anos na procura de soluções para a falta de água no país, ainda mais quando o lençol freático está a afundar, segundo os especialistas. 

Uma dessas investigações é o desenvolvimento de tecnologia de dessalinização, que transforma a água salgada em água doce, o que ajudou a diminuir a lacuna entre a procura e o abastecimento de água (já há cerca de 70 centrais de dessalinização no país).

A produção de chuva artificial é apenas mais um meio para os Emirados Árabes Unidos mitigarem a escassez de água, algo que, provavelmente, e no futuro não muito longe, será um dos bens escassos no mundo.

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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