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Estamos em pleno Verão na Europa e o protector solar é uma obrigação nesta altura do ano, já que é fundamental proteger a nossa pele dos raios ultravioletas. O problema são as consequências que o protector acarreta para o meio ambiente, principalmente o ecossistema marinho.

São vários os estudos que comprovam que os protectores solares estão longe de ajudar o meio ambiente, não só devido ao plástico onde são colocados, mas também devido às suas substâncias químicas e composição. Por exemplo, o uso do Benzophenone-3, que tem como função filtrar os raios UVA, afectam negativamente os recifes de coral (aceleram o seu branqueamento), mas também muito do ecossistema marinho. Segundo algumas pesquisas, as praias com muita afluência despejam cerca de 190 quilos de creme solar todos os anos. Uma praia…

Por isso, é natural que já tenhamos locais que proíbam o uso de protectores solares com determinados compostos químicos, como oxibenzona, octinoxato, dióxido de titânio ou petrolatum. Mas também já há empresas turísticas que proporcionam no seu pacote cremes solares próprios, obrigando deste modo a utilização de protectores solares ecológicos e mais amigos do ambiente, que apresentam texturas responsáveis, fórmulas biodegradáveis, embalagens recicláveis e eficácia associada a programas de protecção ambiental.

Mesmo algumas das principais marcas estão a se associar a este movimento mais ecológico, já que compreenderam que o seu papel vai muito além do consumo em si. Por exemplo, a Biotherm já desenvolve produtos eco-friendly tendo em vista a redução da poluição causada pelo plástico, além de se juntar a organizações que procuram proteger os oceanos e lutam contra as alterações climáticas, como a Tara Ocean Foundation, Mission Blue e WWF China

Esta consciencialização ambiental ganha cada vez mais força, inclusive governamental. Em 2021, o Havai tornou-se o primeiro estado americano e o primeiro legislador do mundo a proibir a venda de produtos solares que contêm oxybenzone (benzophenone-3) e octinoxate (ethylhexyl methoxycinnamate), fruto dos males que estes químicos provocam no ecossistema marítimo, principalmente aos corais. 

O que parece claro para todos é que já não é possível vivermos com os protectores solares do passado recente e que nós, como consumidores, também temos de fazer o nosso papel. Se já há no mercado produtos que minimizam este problema ambiental, não há justificação para não o fazermos, ainda mais quando são produtos cientificamente eficazes. 

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Portanto, os protectores solares reef friendly, produtos que respeitam a fauna e flora marítima, têm de fazer parte dos nossos hábitos de consumidores com urgência. A verdade é que já não há espaço para a libertação entre 6.000 e 14.000 toneladas de protector solar nos oceanos de todo o mundo, todos os anos, toneladas de danos que estamos a causar ao ecossistema marítimo. 

O primeiro passo que podemos dar é evitar comprar protectores solares que contenham estes componentes nos seus rótulos:

  • Oxybenzone
  • Octinoxate
  • Octocrylene
  • PABA (Aminobenzoic Acid)
  • Enzacamene
  • Octisalate
  • Homosalate
  • Avobenzone

O mar e o ambiente agradecem…

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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