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A pandemia abrandou, mas não estagnou, pelo contrário, já que os níveis de CO2 estão mais altos do que nunca. segundo a NOAA.

A concentração de dióxido de carbono atingiu em Maio de 2021 o seu nível mais alto de sempre, segundo os dados da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos, atingindo no passado mês uma concentração média de CO2 de 419,13 partes por milhão (ppm, que indicam o número de moléculas de CO2 por milhão de moléculas de ar seco). Ou seja, a concentração global deste gás com efeito de estufa apresenta-se 50% superior ao nível anterior à idade industrial. 

Este novo dado é mais um alerta da comunidade científica, que salientou que esta nova referência, 50% acima do pré-industrial, é realmente um número negativo na nossa caminhada ambiental, sendo necessário por isso um maior trabalho no intuito da redução das emissões de dióxido de carbono, que pode ficar no ar durante mil anos ou mais.

A média do aumento das ppm do CO2, considerando um período de referência de 10 anos, alcançou um máximo de 2,4 ppm por ano, um aumento «extremamente raro» segundo a comunidade científica, que salienta ainda que, se não ocorrerem mudanças drásticas, os níveis de CO2 continuarão a subir e o mundo viverá com temperaturas inóspitas e constantes inundações costeiras muito em breve. 

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«O botão do controlo final do CO2 atmosférico são as emissões de combustíveis fósseis», revela o geoquímico Ralph Keeling, da Scripps Oceanography, no comunicado da NOAA. «Em última análise, precisamos de cortes maiores e sustentados por mais tempo do que as paralisações relacionadas com a Covid-19 de 2020.»

Segundo os dados, a poluição de CO2 caiu cerca de 6% em 2020, mas, no final do ano passado, a poluição tinha regressado em força, com as emissões globais do uso de energia em Dezembro de 2020 a serem um pouco mais altas do que um ano antes. Ou seja, o efeito pandemia não foi perceptível no registo histórico de CO2 da NOAA. 

Por último, refira-se que é em Maio que o NOAA recolhe os dados das emissões de CO2 porque é em Maio que os níveis de dióxido de carbono na atmosfera atingem o seu máximo anual antes de a vida vegetal no Hemisfério Norte florescer, o que permite a absorção de parte desse CO2 pelas flores, folhas, sementes e caules.

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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