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A China é um dos países mais poluentes do planeta mas, ao mesmo tempo e nos últimos anos, é um dos que mais investe em termos ambientais, como comprova a sua mais recente aposta, localizada em Huainan: a maior usina solar flutuante do mundo.

Com sérios problemas ambientais, devido ao rápido crescimento e dependência dos combustíveis fósseis, a China procura com urgência mudar a sua maneira de gerar energia. A mais recente aposta é a maior usina solar flutuante do mundo, localizada em Huainan, uma cidade conhecida mundialmente pela sua enorme quantidade de… carvão.

A usina gera 40 MW de energia, a maior do mundo até ao momento, e fica localizada numa área de mineração inundada devido às chuvas, com uma profundidade de água entre 4 e 10 metros. Refira-se que a China é o país que mais gera energia solar em todo o mundo, cerca de 77 gigawatts (GW). No entanto, e para os próximos três anos, a meta é alcançar mais 110 GW, num investimento que deverá rondar os 360 mil milhões de dólares.

O objectivo do Governo chinês é obter 20% da energia a partir de fontes renováveis até 2030.

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Esta nova aposta chinesa é uma das tendências actuais, as denominadas plataformas de Energia Solar Flutuante, uma aposta que começou a ganhar força há três anos, quando foram instaladas em todo o mundo um total de 1,1 gigawatts de energia solar segundo dados do Banco Mundial, que acredita que a expansão da energia solar flutuante acontecerá nas próximas duas décadas. 

De referir que os painéis solares flutauntes apresentam outros benefícios além da obtenção da energia em si, como o crescimento de algas nas áreas represadas, além de inibirem a evaporação em climas mais quentes, um dos grandes problemas actuais, com vários lagos a verem o seu volume reduzido com o passar dos anos. Os especialistas também salientam que a energia solar flutuante evita ocupar espaço em terra, outro custo a subtrair ao valor da energia recolhida, por exemplo.

A nível europeu, a primeira central fotovoltaica combinada de hidro e flutuação foi instalada em Portugal entre 2016 e 2017 na Barragem do Alto Rabagão. O grande problema da implementação da Energia Solar Flutuante nos últimos anos era o seu custo. No entanto, os valores de investimento estão cada vez menores, o que faz com que o mercado olhe com outros olhos para esta solução, como prova agora este novo projecto instalado na China.

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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