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No passado sábado, 5 de Junho, comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente e o secretário-geral da ONU, António Guterres, foi bem claro na sua mensagem, referindo que a humanidade aproxima-se a passos largos «de um ponto sem retorno para o planeta».

Na sua comunicação, António Guterres apresentou alguns dados alarmantes. Por exemplo, a degradação da natureza já compromete o bem-estar de 3,2 mil milhões de pessoas, ou seja, cerca de 40% da humanidade.  

Mas há mais números:

  • A cada três segundos, o mundo perde uma área de floresta suficiente para cobrir um campo de futebol
  • No último século, foram destruídas metade de todas as áreas húmidas do planeta 
  • Quase 50% dos recifes de coral já foram perdidos e 90% podem ser perdidos até 2050
  • As emissões globais de gases que causam o efeito estufa cresceram por três anos consecutivos  

Portanto, o secretário-geral da ONU não tem medo em afirmar que estamos cada vez mais próximos «de um ponto sem retorno para o planeta», salientando na sua comunicação uma «tripla emergência ambiental», concretamente a perda de biodiversidade, a disrupção climática e a poluição crescente.   Como refere a Ciência, nos próximos 10 anos a humanidade viverá «a última oportunidade para evitar a catástrofe climática, inverter a maré mortífera da poluição e de perda de espécies».  

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Para evitar o pior, António Guterres referiu que a ONU  está agora focado na restauração dos ecossistemas, numa campanha que tem o seguinte mote: “Reimaginar. Recriar. Restaurar.”, um projecto inserido na “Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas”.

«Este movimento global irá unir governos, empresas, sociedade civil e cidadãos num esforço sem precedentes para curar a Terra», num trabalho que considera de «colossal».

António Guterres acredita que este desafio vai criar milhões de novos postos de trabalho até 2030, além de gerar um retorno de 7 mil milhões de dólares todos os anos, o que vai ajudar a eliminar a pobreza e a fome.  Segundo os estudos da ONU, para cada dólar investido na restauração dos ecossistemas, pode-se esperar entre 7 a 30 dólares em retorno para a sociedade, além de criar empregos nas áreas rurais, onde são mais necessários.

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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