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Ao contrário do que acontece em grande parte do mundo, a energia eólica marítima nos Estados Unidos sempre andou a passos lentos, algo que deverá ser alterado em breve, como já revelou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

O primeiro grande projecto norte-americano na eólica marítima deverá ganhar vida nos próximos meses, já que está prestes a receber a luz verde por parte do Governo norte-americano.

O parque eólico ficará situado a 24 quilómetros da ilha Martha’s Vineyard, em Massachusetts. No total, terá uma capacidade de geração de energia de 800 MW, o seu funcionamento em pleno em 2023 e contará com um total de cerca de 60 turbinas. O custo está avaliado em 2,8 milhões de dólares.

«O projecto irá gerar energia limpa, renovável e com um custo competitivo para mais de 400.000 casas e empresas em toda a comunidade, enquanto reduzirá as emissões de carbono em mais de 1,6 milhões de toneladas por ano», podemos ler no site da Vineyard Wind 1, detentora desta autência revolução nos Estdaos Unidos.

Este é o primeiro projecto que a administração de Joe Biden pretende concluir nos próximos anos. O presidente dos Estados Unidos já revelou que pretende, até 2030, construir cera de 40 parques eólicos marítimos nas mais diversas localizações.

Mas qual o motivo desta virada para a eólica marítima por parte dos Estados Unidos?

Segundo os especialistas, as razões para esta mudança brusca na aposta da energia eólica marítima são duas: uma administração favorável aos benefícios da Energia Verde, mas, principalmente, a queda dos custos na implementação destas tecnologias (o Laboratório Nacional de Energias Renováveis dos Estados Unidos calcula que o custo da energia eólica marítima cai 20% ao ano).

No entanto, há outro factor que poderá influenciar nesta viragem de rumo: a aposta ganha por parte da Europa. Neste momento, no velho continente, há 25 “megaparques” eólicos marítimos, adianta a Wind­Europe, “megaparques” que fornecem 30 vezes mais do que a futura capacidade da Vineyard Wind 1, no qual os principais responsáveis são… europeus.

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Estes factores fazem com que as reticências do passado sejam paulatinamente ultrapassadas, tanto a nível federal como estatal. Joe Biden já afirmou que o seu objectivo imediato é facilitar as autorizações, o que permitirá facilitar o surgimento de mais e mais projectos, ainda mais sendo esta indústria motivo de novos empregos, além de ser bastante competitiva em termos energéticos.

O presidente dos Estados Unidos já revelou que o seu grande objectivo, até 2030, é contar com 30GW de energia oriunda das eólicas marítimas. Se até há pouco tempo esta era uma meta irreal, a verdade é que hoje muitos já acreditam que será possível de alcançar, o que significará uma boa notícia para o meio ambiente.

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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