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Os prejuízos que os combustíveis fósseis apresentam para o meio ambiente é conhecido por todos, mas um recente estudo revelou as plataformas petrolíferas do Reino Unido emitiram cerca de 3,2 milhões de toneladas de CO2 por ano entre 2015 e 2019.

Cerca de 16 milhões de toneladas de CO2. Este é o valor da queima de gás sem valor comercial emitido pelas plataformas petrolíferas do Reino Unido entre 2015 e 2019, revela um relatório da Greenpeace, que faz questão de salientar que esse gás sem valor comercial (provocadas pela queima de gás em excesso), caso fosse reaproveitado, seria suficiente para aquecer um milhão de casas.

A ONG ambiental salienta ainda que, por cada barril de petróleo produzido, o Reino Unido emite 21 quilos de dióxido de carbono (CO2), um valor que acabou por surpreender a sociedade civil britânica, que exige uma tomada de posição por parte do Governo de Boris Johnson. 

O relatório agora divulgado pela Greenpeace ressalta que as plataformas petrolíferas presentes no Mar do Norte emitiram um total de 16 milhões de toneladas de CO2 entre 2015 e 2019, «o equivalente às emissões de uma central termoeléctrica a carvão média».

Refira-se que a queima de gás sem valor comercial nas plataformas de petróleo é um dos grandes debates na indústria petrolífera, ainda mais quando esta solução foi simplesmente banida na Noruega há cerca de meio século (recorde-se que o país nórdico é um dos maiores produtores mundiais de petróleo) e é um das solicitações do Banco Mundial, que solicitou o fim desta prática até 2030. 

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Enquanto a sociedade civil britânica exige que o Reino Unido siga o exemplo do país escandinavo (e não podemos esquecer que, em Novembro, a Escócia receberá a Cimeira do Clima das Nações Unidas, Escócia que é banhada precisamente pelo Mar do Norte), alguma das empresas que operam no local garantem que a redução da queima de gás é hoje uma realidade no seu dia-a-dia. Por exemplo, a Shell refere que reduziu a queima em 19% nos últimos cinco anos e a BP em 45% apenas no ano passado se comparado com os números de 2019. 

Mas alguns especialistas já vieram a público ressaltar que foi natural terem ocorrido essas quedas, já que a procura de petróleo sofreu um duro golpe com a pandemia, concretamente com uma redução de produção de quase 9 milhões de barris por dia (de 99,7 milhões para 91 milhões) na região.

Teoria da conspiração ou não, a verdade é que os números agora revelados pelo relatório da Greenpeace são realmente significativos e alarmantes. Nunca é demais repetirmos: foram emitidos 16 milhões de toneladas de CO2 entre 2015 e 2019 devido a uma solução que deve ser utilizada por razões de emergência e não por questões económicas.

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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