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Uma investigação do jornal The Guardian revelou que a indústria petrolífera sabe, desde os anos 60, que a queima de combustíveis fósseis tem impactos na saúde humana.

Durante cerca de meio século, as empresas da indústria petrolífera defenderam publicamente que a sua actividade não era prejudicial para a saúde pública. Inclusive, sempre estiveram na linha da frente contra eventuais medidas que reduzissem a poluição atmosférica.

No entanto, e segundo uma reportagem agora divulgada pelo The Guardian, que teve acesso a documentos internos, essas mesmas empresas tinham conhecimento, desde os anos 60, de que a queima de combustíveis fósseis tinha impactos na saúde humana. 

O jornal britânico revela, por exemplo, que um dos documentos no qual teve acesso descreve que a indústria sabia que os efeitos das partículas poluentes poderiam causar problemas na saúde dos futuros filhos dos funcionários, mas também que a indústria do petróleo era uma das principais responsáveis pela poluição e que os carros eram «a maior fonte de poluição atmosférica», com a libertação de dióxido de nitrogénio dos automóveis poderia causar dano nos pulmões.

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Recorde-se que, no ano passado, um relatório da autoria do Greenpeace Southeast Asia e do Centre for Research on Energy and Clean Air defendeu que a poluição do ar provocada pela queima de combustíveis fósseis era responsável por mais de quatro milhões de mortes prematuras no mundo, um número três vezes superior ao de mortes causadas por acidentes de viação, por exemplo.

Estes números foram sempre contrariados pelos principais players da indústria ao longo das décadas, que frequentemente procuraram descredibilizar a ciência, além de atrasarem medidas tendo em vista a redução das emissões poluentes. Agora, o The Guardian demonstra que a própria indústria tinha consciência do que se estava a passar.

A indústria dos combustíveis fósseis semeou a incerteza [científica] para manter o seu negócio intacto, e provavelmente colaboraram com outros grupos, como a indústria do tabaco», afirmou a diretora-executiva do Center for International Environmental Law ao The Guardian, Carroll Muffett.

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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