O frio que a Europa viveu em Fevereiro, mas, principalmente, os Estados Unidos, concretamente o Estado do Texas, foi um ponto fora da curva. Ao contrário do que muitos esperavam, o aquecimento global continua a marcar as nossas vidas. Por exemplo, no passado mês, o Hemisfério Norte viveu o seu oitavo Inverno mais quente em 142 anos.

As imagens e o desespero dos norte-americanos devido a brutal onda de frio que assolou o país marcou o mês de Fevereiro. Uma onda de frio que cobriu 72% dos Estados Unidos, entre eles o estado do Texas, que viveu uma das suas piores crises de sempre, com dezenas de mortes incluídas (leia aqui). Mas também a Europa sentiu na pele o frio, com temperaturas que não eram vistas desde a década passada.

No entanto, e se vermos as imagens dos Centros Nacionais de Informação Ambiental da NOAA, é verdade que o frio assolou o Hemisfério Norte do planeta, mas, para surpresa de muitos, este viveu o seu oitavo Inverno mais quente em 142 anos. Já o Hemisfério Sul viveu o seu 19.º Verão mais quente de sempre, igualando os registos de 1973 e 2009.

Mas há mais dados alarmantes, já que a temperatura média global de Fevereiro foi 0,65º C superior à média do século XX. Apesar de ter sido o 16.º Fevereiro mais quente de sempre, foi o mais frio dos últimos 7 anos. Por exemplo, na América do Norte, Escandinávia e Norte da Ásia, as temperaturas alcançaram 3º C abaixo da média.

Segundo os especialistas, estes pontos fora da curva serão cada vez mais frequentes, já que a Terra procura encontrar o seu equilíbrio térmico. O problema é que esse equilíbrio térmico é sinónimo de eventos extremos, como aconteceu principalmente nos Estados Unidos em Fevereiro. 

Apesar de termos no mês passado um Fevereiro menos quente em sete anos e o mais frio desde 1989 nos Estados Unidos, a verdade é que não se verifica um resfriamento planetário. Infelizmente, o que aconteceu foi apenas um ponto fora da curva dos gráficos…

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

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