A pequena cidade de Salla, considerada a mais fria do mundo, na Lapónia, pretende organizar os Jogos Olímpicos de Verão 2032. Um alerta irónico da localidade finlandesa para as alterações climáticas.

Jakarta, Istambul e Seul-Pyongyang e, agora, Salla. Estas são as quatro cidades que pretendem organizar os Jogos Olímpicos de Verão 2032. A cidade finlandesa já revelou inclusive o seu vídeo promocional onde a ironia reina, um vídeo que aborda algumas das consequências que o aumento da temperatura irá provocar em Salla em 2032.

O lema dos Jogos da cidade, «Novos Jogos para uma nova era. A era do Verão para sempre» resume na perfeição toda a campanha fictícia de Salla aos Jogos Olímpicos de Verão 2032. 

No vídeo promocional, promove-se a maratona aquática no lago que será criado com a água dos fiordes após o seu arrefecimento, mas também o voleibol de praia na areia que substituirá a neve. Mas há mais, como um surfista e um ciclista, que já se imaginam numa onda e numa pista de downhill.

Sempre com roupas frescas, a comerem gelados ou a passarem protectores solares, os participantes do vídeo promocional já estão inclsuive a viver o Verão de 2032.

Já a mascote do evento, Kesa, que significa Verão em finlandês (Kesä), sofre com o calor, já que a rena do pai Natal depende do frio para sobreviver.

O negro humor desta campanha fictícia tem o dom de fazer reflectir, já que as alterações climáticas estão a alterar a vida diária de Salla, que não quer ser no futuro um local de destino de férias de Verão.

A campanha fictícia de Salla foi fortemente apoiada pelo presidente da câmara da cidade, Erkki Parkkinen, que admitiu que a sua comunidade está preocupada com a crise ambiental, mas inclusive pelo Turismo da Lapónia.

Vivemos aqui no Círculo Polar Árctico e vemos as alterações a acontecer. Queremos que os Invernos voltem a ser o que eram (…) A crise climática está a acontecer agora.»

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

Deixe seu comentário