fbpx

São muito os países que estão a tomar iniciativas para atingir as metas estabelecidas com vista à redução de emissões de carbono, nos mais diversos sectores, para evitar as alterações climáticas. Em linha com o exposto, e de forma mais ambiciosa que muitos outras nações com os mesmos objectivos, o Reino Unido está prestes a antecipar a sua anterior decisão e poderá proibir a venda de veículos movidos a combustíveis fosseis já em 2030.

A linha temporal desta medida já foi alterada por duas vezes. Primeiro antecipando em 10 anos em comparação ao que foi inicialmente proposto e segundo para acontecer 5 anos antes da alteração mais recente. Importa destacar que as vendas dos veículos híbridos estão previstas até 2035, mas os veículos movidos por combustíveis fósseis deixam de ser vendidos pelos concessionários.

Esta medida visa acelerar a transição para veículos eléctricos nas estradas britânicas, bem como reduzir as emissões de gases com efeito de estufa no país e tornar, de forma crescente, o Reino Unido cada vez mais verde.

Este recente anúncio por parte do primeiro-ministro britânico Boris Johnson é apenas um passo de uma série de novas políticas de energia limpa para ajudar a desencadear uma recuperação económica sustentável da pandemia da Covid-19.

No total, o país prevê investir cerca de 1,3 mil milhões de libras (1,45 mil milhões de euros) para acelerar a expansão de pontos de carregamento eléctricos, por exemplo.

Reacção da indústria ao anúncio

Em reacção ao anunciado existe quem recebeu a notícia de bom grado e quem não ficou satisfeito com esta vontade do governo britânico. Para o primeiro, pesquisas apontam que o público do Reino Unido também apoia a antecipação da data de proibição para a venda de veículos com motores a diesel e a gasolina. Existe até grupos ambientalistas que garantem que a meta estabelecida não é suficientemente ambiciosa.

Rebecca Newsom, líder de políticas do Greenpeace britânico, declarou que «acelerar a eliminação progressiva do uso de motores é fundamental».

Esta decisão também não deixa de ser uma boa notícia para a Economia do sector, já que, até agora, os veículos eléctricos foram a maior salvação durante a crise para os fabricantes que operam na Europa. Em um momento de grande expansão pela Europa, empresas como a Tesla estão supostamente a negociar a instalação de uma unidade no Velho Continente tendo como plano se estabelecer também no Reino Unido.

LEIA TAMBÉM
Ciclovias: a resposta saudável à pandemia

No entanto, e como era de prever, empresas como a Honda e a Toyota não concordam com esta alteração da redução dos carros de combustíveis fósseis no Reino Unido para um futuro unicamente constituído por veículos eléctricos. Pesquisadores apontam que, «se por um lado a Honda alega que proibir os híbridos seria demasiado limitador, por outro lado a Toyota avisou que poderá repensar os seus investimentos no Reino Unido se esta projecção efectivamente se concretizar».

A verdade é que a mudança para veículos eléctricos é um movimento que vai mudar completamente o cenário das estradas num futuro próximo. À medida que mais pessoas adoptam o motor de emissão zero, mais fabricantes também lançam novos modelos, fechando assim o ciclo de uma nova era verde.

Author

Nascida em Luanda no ano de 1988, licenciei-me em Gestão pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Com uma sede insaciável de conhecer o mundo, já vivi em três continentes e sete cidades, capacitando-me assim a dominar várias culturas e quatro línguas: português, inglês, espanhol e francês. Estudiosa por natureza, em 2010 frequentei o Mestrado em Negócios na American Business School of Paris, tendo recebido, no ano seguinte, o diploma de Desenvolvimento de Negócios Internacionais, com a dissertação de mestrado “O Papel das Organizações Não Governamentais no Processo de Reconstrução Social Pós-Conflito em Angola”. Ao longo da minha carreira profissional, procurei sempre enriquecer o meu conhecimento. Embora o meu percurso académico tenha iniciado pela via económica, a minha carreira profissional percorre, desde sempre, no mundo das Energias Renováveis e Não-renováveis.

Deixe seu comentário